Tenho um amigo geminiano que diz ter necessidade de fazer tudo diferente sempre: muda o caminho para o trabalho todo dia, fica procurando rádios diferentes para ouvir e muda de bar ou restaurante quando o garçom passa a chamá-lo pelo nome. E eu preciso dizer que acho isso um absurdo!
Adoro que o garçom me conheça pelo nome e mais ainda, que já saiba o meu prato predileto e eu nem precise pedir. Compro pães sempre na mesma padaria, carnes sempre no mercadinho perto da casa da minha mãe e frutas e verduras sempre nas mesmas barracas da feira.
Semana passada, resolvi ousar e testar uma barraca diferente de frutas. Resultado: comprei uma caixa de mamões muito mais baratos, mas completamente duros, impossíveis de comer. Tentei deixá-los amadurecer, mas aí já estavam com sabor de passados.
Então, como diz minha mãe, resolvi parar de inventar, e voltar a ser fiel à barraca de frutas do Ernani Lobão e de verduras da Cecília, da feira do Pacaembu.
Ir à feira no sábado de manhã, para mim, é tipo programa de final de semana, adoro. Vou em jejum, para poder provar de tudo o que quiser. E acho o máximo quando os vendedores perguntam: Ué, não veio semana passada?. Ou já vão logo falando: Nesta semana tem seriguela, guardei para você, sei que você gosta dessas coisas diferentes e esquisitas.. E eu vou enchendo o carrinho (sim, comprei um carrinho de feira!), feliz.
Depois, vou para a barraca da Cecília, que, normalmente, já guardou meu pacotinho de flor de abobrinha (de pé e na sombra para não estragar) e meu mix de verduras. Algumas coisas, só encontro lá. E a Cecília ainda dá dicas ótimas de como preparar legumes, fazer saladas, alcachofras... Aliás, troca de receitas é uma das melhores partes de se tornar fiel ao seu feirante favorito...